Através dessa carta aberta nós comunitários de Takuara, Bragança e Marituba do município de Belterra-PA, gostaríamos de informar e esclarecer o processo da regularização das terras indígenas (TI) dentro da Flona Tapajós (Processo FUNAI 1302/2009 e FUNAI 1307/2009).

O Povo Munduruku mora na região do Baixo Tapajós desde a primeira metade do Século XVIII, sempre em harmonia e respeito com a natureza.

Desde o inicio do processo da demarcação da terra indígena na FLONA Tapajós, no ano de 2001 até hoje, existe a participação dos órgãos governamentais FUNAI, IBAMA (hoje ICMBIO), INCRA, Ministério Público e ITERPA. Todo processo acontece de maneira transparente e participativo.

Como publicado no despacho nº 52 de 29/10/2009 a TI Bragança-Marituba é de 13.515 há (aproximadamente 2% da área da FLONA inteira) com 231 habitantes (Portaria nº 799/PRES, de 13/08/2003, e Portaria nº 284/PRES, 24/03/2008).

A área da TI Takuara é de 25.323 ha (4% da FLONA Tapajós) com 171 habitantes (Despacho nº 51, 29/10/2009, Portaria nº 799/PRES, de 13/08/2003, e Portaria nº 284/PRES, 24/03/2008).

As duas terras indígenas dentro da FLONA Tapajós não vão interferir nas outras comunidades da FLONA, nem nos terrenos e na população, como está sendo divulgado atualmente nas comunidades.

Na TI Bragança-Marituba existem oito famílias não-indígenas, e na TI Takuara tem três famílias não-indígenas (Conforme Publicação no Diário Oficial da União de 29/10/09).

Estes moradores sempre foram informados sobre todo o processo.

Através da regularização das duas TI na FLONA Tapajós, nós indígenas Munduruku queremos que a floresta do baixo Tapajós permaneça em pé e nossas atividades têm sido desenvolvidas de maneira sustentável, sem destruir a flora e fauna. Nossa intenção é que as futuras gerações convivam com a floresta intacta.

Nos anos passados observamos que os projetos de manejo sustentável de diversas instituições estão sendo desenvolvidos dentro da FLONA Tapajós e que esses empreendimentos não contribuem para as comunidades locais, nem para a preservação da floresta.

Desde o inicio do processo sempre estivemos dispostos ao dialogo e a cooperação. Gostaríamos de continuar dessa maneira. Para esclarecimento ou explicação, estamos à disposição.

Belterra-PA, 06 de janeiro de 2010.

Povo Munduruku do Município de Belterra.

Depois da Vivo, a Tim logo logo iniciará sua atividades de telefonia celular aqui pela Bela Terra. A torre será construída na Vila Timbó e a previsão é que isto ocorra até o mês de março deste ano.

Comentário da leitora Olgacy sobre o post 60 anos do ABC

“Meu nome é Olgacy, filha do fotógrafo Antônio Claro e professora Oneide. Não sou belterrense, mas fui criada em Belterra. Eu e Enoe, minha mais velha, nascemos em Fordlândia. Também guardo lembranças boas dessa Bela Terra. Tivemos uma infância MARAVILHOSA. Lembranças dos jogos do clássico Belterra x União; das festas do nosso padroeiro Santo Antônio, com as mensagens pelo alto-falante dos enamorados, dos bingos com prêmios de bolos e frangos assados; do colégio Santo Antônio, tempos bons…; dos piqueniques nas praias de Pindobal; das festas nos clubes do Belterra e do União com aquelas primeiras músicas da Jovem Guarda, principalmente, do rei Roberto Carlos, Enoe tinha um caderno com todas as letras das músicas de sucesso; dos namoros escondidos por detrás do coreto da praça Brasil ou da Igreja Santo Antônio; do grupo escolar Henry Ford; do apito da Usina indicando as entradas e as saídas dos operários… Ah! tem um sem número de lembranças. Muitas boas lembranças!
Atualmente, moro em João Pessoa, casei com um paraibano “cabra da peste” e vim morar nesta capital. Tive a felicidade de retornar no mês de setembro/outubro nessa terra querida. PARABENS AO ATLÉTICO BELTERRA CLUBE PELOS 60 ANOS (meu pai ajudou a construir a sede) e todos os que simpatizam com essa terra.”

O jogo tão comentado pelos leitores do Blog que residem em outras cidades, pricipalmente os de Manaus, aconteceu hoje dia 30 de dezembro no campo do UEC – União Esporte Clube. A partida de futebol é orgnizada como forma de Confraternização dos filhos de Belterra que passam boa parte do ano fora da cidade, ou que há vários anos não colocam o pé na terrinha natal.

O jogo denominado “de fora contra dentro” este ano teve como vencedor “os de fora” com o placar de 3 x 1, os times estavam compostos com os seguintes jogadores:

Os de fora: Edmichel, Betão, Lincon, Sidão, Marcos, Denis, Dudu, Basilio, Gipe, Altemar, Dangelo, Cacako, Pitisco, Levi e no gol Ayron (Foto abaixo).

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Foto: Elizangela Gomes

Amigos da Bola “Os de dentro”: Elisiomar, Gatinho, Austrim, Gecivaldo, Edivaldo, Aguinaldo, Jorge, Clodoaldo, Arueira, Bolinho, Dade, Vander e no gol Edno.

Vale ressaltar que este jogo foi o segundo realizado.

“Que saudade dessa terra querida, dos clássicos União e Belterra das lindas tardes de domingo. Belterra do George Ricarte, do Olavo (marido da Dona Juvência), Belterra do Zizinho, do Pedro Cachacinha, Belterra do meu amigão BIMBA, o goleador e terror dos goleiros, do União do Valdemar Budeco, do Mestre Chico (sapateiro), do Chico Capado, do Fernando queixinho e muitos outros cujos nomes já não me vem à memória. Ah! que bons tempos aqueles. Tomara que Deus ainda me permita voltar a essa terra que me viu nascer e crescer mas que um dia pelas forças circunstanciais tive que deixá-la em busca de novas perspectivas. Mas Deus é bom e vai permitir que eu ainda volte para abraçar velhos amigos que por ventura ainda estejam vivos.
Gostaria muito de estar participando hoje dessa festa, como participei em épocas passadas.PARABENS AO ATLÉTICO BELTERRA CLUBE e a todos os seus simpatizantes.

Mais um ano chega ao fim.
Para alguns marcados por extrema alegria
Para outros embargados de dor.

Nesse momento é hora de refletir.

Como foi nosso ano?
Conseguimos conquistar nossos ideais?
Será que relamente lutamos por eles?

Demos o abraço que nosso irmão tanto queria, ou viramos as costas não se importando com ele?
Pedimos perdão pelas nossas falhas, ou o orgulho não deixou?
Fomos amigos e companheiros com nosso colega de trabalho, ou simplesmente fazíamos nosso trabalho sem se importar com o outro tão perto de nós? Estivemos presente na vida de nossos filhos, de nossos maridos, esposas?

Enfim, depois de tantas perguntas nos vêm mais uma pergunta:
Será que teremos uma outra chance?
Para um pedido de desculpas,
Uma reconciliação,
Uma dúvida não respondida
Um amor encontrado
Uma dor desaparecida
Um grito de alívio
Um beijo, um abraço que não foi dado?

Meu Deus… nos dê forças, nos dê saúde, nos dê a chance de fazer o que deveria ser feito, consertar nossos erros, de sermos amigos, companheiros, compreensivos, mãe, pai, filha, filho, esposa, esposo.

Nos dê a chance de viver cada vez mais o amor verdadeiro de Cristo.

Estará aniversariando no próximo dia 31, o Atlético Belterra Clube. Antecipando as comemorações, a diretoria do time, está preprando uma grande festa que vai de bingo até um baile dançante no dia 26 de dezembro. Parabéns a este time que junto com o UEC são os ícones do futebol da nossa cidade.

A Coordenação do Telecentro de Inclusão Digital de Belterra encerrou as atividades do Telecentro na segunda-feira, dia 21 de dezembro de 2009 e só retornará ao batente no dia 04 de janeiro de 2010. O blog seguirá a mesma linha.

Desejamos a todos os leitores do blog, ex-alunos, funcionários e voluntários, um natal de muitas felicidades e que 2010 seja de muitas novidades.

Crianças da Jurubeba

Na tarde desta terça-feira, 22 de dezembro, duas crianças da Vila Jurubeba de Belterra, receberam em sua casa, o Gerente Regional da empresa Vivo, Sr. Naldo Ximenes que trouxe a resposta das cartas entregues ao presidente da Vivo, Roberto Lima,  por ocasião da inauguração da torre em Belterra no mês de novembro. Trata-se de Railan dos Santos, 09 anos e Railane dos Santos, 11 anos, que na carta pediram como presente de natal, aparelhos celulares.

Ao receberem os celulares, as crianças muito felizes, disseram que já não tinham esperanças de serem atendidos e agradeceram os presentes.

A 1ª Conferência Nacional de Comunicação (Confecom) terminou no começo da noite desta quinta-feira (17), aprovando 672 propostas que podem, no futuro, virar projetos de lei ou balizar políticas públicas da área.

Diversas propostas se tornaram resolução ao receber mais de 80% de aprovação dos delegados em um dos Grupos de Trabalho. Entre elas, está a criação de um Conselho Nacional de Comunicação com funções de monitoramento e também de deliberação acerca das políticas públicas do setor. Também passou por consenso nos grupos uma proposta de divisão do espectro radioelétrico entre os sistemas público, privado e estatal numa proporção de 40-40-20. Também foi aprovada a positivação do direito à comunicação na Constituição Federal. O artigo é de Cristina Charão, do Observatório do Direito à Comunicação.

Publicado originalmente no Observatório do Direito à Comunicação

Dificuldades metodológicas superadas, os grupos de trabalho constituídos para debater as propostas inscritas na 1a Conferência Nacional de Comunicação (Confecom) aprovaram uma série de resoluções que respondem a bandeiras históricas das organizações e movimentos sociais ligados à luta pelo direito à comunicação e a democratização da mídia.

Estas propostas se tornaram resolução ao receber mais de 80% de aprovação dos delegados em um dos GT’s. Algumas aprovações chegam a surpreender, por serem pautas tradicionalmente rechaçadas pelo empresariado e mesmo por órgãos governamentais.

Por exemplo, foi aprovada a criação de um Conselho Nacional de Comunicação com funções de monitoramento e também de deliberação acerca das políticas públicas do setor. Também passou por consenso nos grupos uma proposta de divisão do espectro radioelétrico entre os sistemas público, privado e estatal numa proporção de 40-40-20.

Outra proposta aprovada nos GTs foi a positivação do direito à comunicação na Constituição Federal.

Veja algumas das propostas aprovadas:

- Divisão do espectro radioelétrico obedecendo a proporção de 40% para o sistema público, 40% para o sistema privado e 20% para o sistema estatal.

- Reconhecimento do direito humano à comunicação como direito fundamental na Constituição Federal.

- Criação do Conselho Nacional de Comunicação, bem como dos conselhos estaduais, distrital e municipais, que funcionem com instâncias de formulação, deliberação e monitoramento de políticas de comunicações no país. Conselhos serão formados com garantia de ampla participação de todos os setores.

- Instalação de ouvidorias e serviços de atendimento ao cidadão por todos os concessionários.

- Incentivo à criação e manutenção de observatórios de mídia dentro das universidades públicas.

- Criação de fundo público para financiamento da produção independente, educacional e cultural.

- Definição de produção independente: é aquela produzida por micro e pequenas empresas, ONGs e outras entidades sem fins lucrativos.

- Garantia de neutralidade das redes.

- Estabelecimento de um marco civil da internet.

- Fundo de apoio às rádios comunitárias.

- Criminalização do “jabá”.

- Isenção das rádios comunitárias de pagamento de direitos autorais.

- Produção financiada com dinheiro público não poderá cobrar direitos autorais para exibição em escolas, fóruns e veículos da sociedade civil não-empresarial.

- Criação de um operador de rede digital para as emissoras públicas gerido pela EBC.

- Estabelecer mecanismos de gestão da EBC que contem com uma participação maior da sociedade.

- Limite para a participação das empresas no mercado publicitário: uma empresa só poderá ter até 50% das verbas de publicidade privada e pública.

- Proibição da publicidade dirigida a menores de 12 anos.

- Desburocratização dos processos de autorização para rádios comunitárias.

- Que a Empresa Brasileira de Correios ofereça tarifas diferenciadas para pequenas empresas de comunicação.

- Criar mecanismos menos onerosos para verificação de circulação e audiência de veículos de comunicação.

- Garantir emissoras públicas que estão na TV por assinatura em canais abertos.

- Criar mecanismos para a interatividade plena na TV digital.

- Fim dos pacotes fechados na TV por assinatura.

- Manutenção de cota de telas para filmes nacionais.

- Promover campanha nos canais de rádio e TV, em horários nobres, divulgando documentos sobre direitos humanos.

- Inclusão digital como política pública de Estado, que garanta acesso universal.

- Buscar a volta da exigência do diploma para exercício de jornalismo.

- Garantir ações afirmativas nas empresas de comunicação.

Criação de Observatório de Mídia da Igualdade Racial.

- Na renovação das concessões, considerar as questões raciais.

- Centro de pesquisa multidisciplinar sobre as questões da infância na mídia.

- Criação do Instituto de Estudos e Pesquisa de Comunicação Pública com ênfase no incentivo à pesquisa.

- Aperfeiçoar as regras da classificação indicativa.



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