Texto retirado da Rede Mocoronga
Uma rede de comunicação comunitária na AMAZÔNIA
Amazonas, Tapajós e Arapiuns. Jovens de 30 comunidades localizadas às margens desses rios, nos municípios de Santarém e Belterra, Pará, em plena Floresta Amazônica, protagonizam a história da Rede Mocoronga de Comunicação Popular.
A rede é resultado do trabalho do Projeto Saúde & Alegria, uma organização não governamental que atua desde 1987 na região. Atualmente, atende 150 comunidades com programas de desenvolvimento comunitário integrado nas áreas de saúde, organização comunitária, economia da floresta, educação, cultura e comunicação. A arte, o lúdico e a comunicação são os principais instrumentos de educação e mobilização da proposta, sendo a Rede Mocoronga uma das suas principais expressões.
O projeto forma adolescentes e jovens através de oficinas de educomunicação como repórteres comunitários para a produção de programas de rádio, vídeos, jornais locais e blogs na internet. Eles alimentam a circulação de informações e campanhas educativas, difundindo a voz, a realidade, o cotidiano e a cultura regional da população para a população. Esta comunicação comunitária é fundamental numa região praticamente isolada e com muitas ameaças ao meio ambiente e aos meios de vida tradicionais.
Muito se fala da Amazônia, de sua rica biodiversidade e dos problemas ambientais, mas poucas iniciativas permitem que a Amazônia seja apresentada pelos próprios moradores da região. Esse é o papel da Rede Mocoronga.
PROTAGONISMO JUVENIL
A juventude é prioridade, especialmente na situação em que 47% da população destas comunidades são menores de 15 anos. As novas gerações de ribeirinhos vivem contradições sociais, ambientais e também culturais, especialmente com a crescente influência dos padrões culturais do mundo urbano, levando à perda de sua identidade cultural e os colocando como principais vítimas do êxodo rural.
A prática da educomunicação da Rede Mocoronga visa criar oportunidades de aprendizagem e inclusão social estabelecendo uma medição sociocultural que permite à juventude da floresta estar antenada no mundo, sem perder sua identidade cultural.







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