Na ONU, Lula defende biocombustíveis, justiça social e conferência climática

O presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva discursou há pouco na abertura da Assembléia Geral das Nações Unidas (ONU). Ele defendeu ações urgentes para o combate às mudanças climáticas e propôs a realização, em 2012, de uma nova conferência das Nações Unidas com foco em meio ambiente e desenvolvimento, a Rio + 20.

“Precisamos avaliar o caminho percorrido e estabelecer novas linhas de atuação”, destacou Lula. “Se o modelo de desenvolvimento global não for repensado, crescem os riscos de uma catástrofe mundial e humana sem precedentes.”

O presidente ressaltou que os países industrializados precisam dar o exemplo imediatamente.

“É imprescindível que cumpram os compromissos estabelecidos pelo Protocolo de Quioto. Necessitamos de metas mais ambiciosas a partir de 2012. E devemos agir com rigor para que se universalize a adesão ao protocolo.”

O protocolo, em vigor desde 2005, foi assinado por 175 países. Os países industrializados que o assinam se comprometem com metas de redução de emissões de gases, mas alguns dos principais poluidores, como os Estados Unidos, não estão entre os signatários.


Ainda no discurso, o presidente Lula anunciou o lançamento do Plano Nacional de Enfrentamento às Mudanças Climáticas. Um dos pontos centrais, disse, será a ampliação do combate ao desmatamento e proteção da Amazônia.


“O Brasil não abdica, em nenhuma hipótese, de sua soberania nem de suas responsabilidades na Amazônia. Os êxitos recentes são fruto da presença cada vez mais e mais efetiva do Estado brasileiro na região”.

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