O jornalista e colunista da Folha de S.Paulo Marcelo Leite dá palestra para os jovens repórteres ribeirinhos

Depois, relata em seu blog http://cienciaemdia.zip.net, sua experiência visitando o oeste paraense:

“Tem razão o antropólogo Eduardo Viveiros de Castro quando diz que, no Brasil, todo mundo é índio — exceto quem não é. É uma maneira de dizer, acho, que só não é índio quem não quer, ou quem não pode. Foram cinco dias visitando comunidades ribeirinhas com nomes saborosos na língua, como Jamaraquá, Maguari, Suruacá, Anumã, Aramanaí, Acaratinga, Capixauã, Mapiri, Piquiatuba, Caxiricatuba… Depois de tanto tupi, eu mesmo não estou me sentindo muito branco (como, aliás, a pele não nega). É só querer.

Está certo que ribeirinho não é índio, mas qualquer estrangeiro — do Brasil ou de fora dele — vai concluir que é. Geneticamente, sem dúvida: basta atentar para os cabelos e os olhos. Culturalmente, bastante: sentados junto ao fogo, de noite, comendo tucunaré com tucupi e farinha de mandioca, as histórias sobre panema e curupira dizem tudo. Historicamente, é outra coisa: filhos da mistura do português com as índias, mais sucessivas levas de brasileiros pobres de outras partes, em especial do Nordeste, eles próprios filhos da mescal de europeu, índio e negro.

Se existir um gene da pilhéria, não cabe dúvida de que ele terá alta incidência nessa população. Um exemplo: ontem, num encontro de jovens de várias comunidades da região em Maguari, Magnólio de Oliveira (profissão: palhaço) aloprava ao microfone diante de 67 rapazes e moças de 22 localidades ribeirinhas e disparou na cara de um representante de uma comunidade do município de Aveiro:
- Você tem apelido?
- Tenho, sim senhor.
- E qual é?
- É ‘Feio…’
- Como?
- ‘Feio Que Nem O Senhor’.”


Foto dos 26 participantes da oficina de jornal comunitario da Rede Mocoronga de Comunicacao Popular!

Magnolio ensina a dancar “La Colita”, requebrando tuuudo. Momento revelacao do colega Wander, que trabalha na area de Administracao do PSA. Adeus timidez? heheh


Fabio Anderson (camisa vermelha) coordena a oficina de informatica e internet. Afinal, a web nao pode ser somente marcelinha.com

Fotos de Carline Piva-Jornalista


“Fruta genuinamente amazônica, o açaí é produto cada vez mais raro nas ruas da cidade de Santarém. O aumento da procura e diminuição da oferta transformou o vinho amazônico em produto consumido cada vez mais pelas classes média e alta. Em compensação, o açaí sumiu da mesa do pobre, que não tem condições mais de pagar a bebida que, além de ter alto valor energético e nutricional, possui diversas outras utilidades.

(…)Triste destino para um produto que, até bem pouco tempo atrás, era conhecido na Amazônia como ‘comida de pobre’.”


Coleta de açaí na comunidade de Cachoeira do Aruã


Ah, se essa árvore pudesse falar Posted by Picasa

O avanço das plantações de soja cria extensos buracos de pura ilegalidade. As imagens são exibidas nos telejornais, com alarme máximo e urgente. Mas a floresta segue sendo derrubada.


Hora de aprender mais sobre como fazer entrevista, enquete, reportagens, campanhas educativas, historia em quadrinhos, editorial, secao cultural … uhu! Teia Cabocla 2006 Posted by Picasa


Cartaz feito de sementes. Primeiro lugar no Concurso Teia Cabocla de Comunicacao Popular, que teve como tema “A saude comeca com a gente”

Em pouco mais de 3 décadas, o cenário sócio-político da América Latina já conhecido pela virulência das ditaduras militares, mudou quase que totalmente. Após a queda dos regimes militares, o continente latino parece estar recuperando suas raízes culturais, se reencontrando com si mesmo, e se movendo rumo ao fortalecimento de suas recentes democracias.

O amargo remédio neoliberal imposto primeiro em dose única com as forças armadas, e sucessivamente em doses diluídas nas gestões “democráticas” dos Menem, Fujimori e FHC da vida, parece ter produzido o efeito contrário: o ressurgimento de uma esquerda continental e o ódio popular a qualquer palavra que pode lembrar o neoliberalismo. (…)

Trecho do novo artigo do sociólogo Tiberio Alloggio, articulista deste blog.

O mergulhador (Santarém - PA)

O mergulho no “mar” azul tapajônico.

“…Pé de moleque, alecrim, canela, eu vim pra vender quem quer comprar…” *

Tendo o encontro das águas do Tapajós e do Amazonas como pano de fundo, aconteceu no período de 05 a 08 de julho de 2007, com a presença de mais de 8.500 pessoas a VII Feira da Produção Familiar do Baixo Amazonas (FEPAM-BAM), em Santarém, no oeste paraense.
Agricultores e agricultoras, oriundos de 11 municípios da região, expuseram seus produtos para tod@s e fortaleceram um sentimento de união entre @s participantes, que só quem esteve presente pode ver.
Na FEPAM-BAM teve de tudo um pouco: panelas de barro, artesanato em tecido, artesanato com sementes, artesanato em madeira, oficinas caboclas, farinha, mel de abelha, pato no tucupí, galhinha caipira, peixe frito, doce de frutas regionais e claro bombom de castanha do Pará coberto com chocolate de cupuaçu (Hummmmmmmmmmmm!!!!!!!!!!) vocês precisavam provar aquilo.
A noite tiveram apresentações de carimbó, músicas regionais e pessoas bonitas compartilhando aquele momento único da cultura e agricultura regional.
Até domingo na feira, ocorreram também oficinas sobre vários temas, desde economia solidária, gênero na produção, agricultura familiar x agro negócio, etc.

Na cidade andam dispersas
Morenices bem diversas,
Sedutoras que só elas…
A garota santarena
Tem lindeza de falena
A pousar nas flores belas.
Se você não acredita,
Venha ver como é bonita
A cabocla tapajônia!
Nossa meiga mocoronga
Do viver o bem prolonga,
Mas às noites traz insônia…

No areal da praia infinda
Elas ficam na berlinda,
Como enfeites das manhãs.
E provocam reboliços,
Pois seus olhos têm feitiços
Desse tais muiraquitãs…
Bronzeando-se ao sol quente,
Vão ouvindo, alegremente,
Galanteios da moçada
Que, mas gárrulas meninas,
Vê as jóias diamantinas
Desta terra abençoada!

No final do século 19 e início do século 20, a Amazônia viveu um período de intenso crescimento econômico, fornecendo borracha para o restante do mundo. A riqueza dessa época ainda pode ser observada na arquitetura art nouveau de cidades como Manaus e Belém. A ironia da história é que os ingleses, que financiaram esse boom econômico, encontraram um meio de reduzir os custos de produção levando as sementes da Hevea brasilienses para plantar na Malásia e na Indonésia. A crise da borracha que se seguiu foi sem precedentes.

Na década de 40, porém, a Segunda Guerra Mundial deu novo alento à produção local, depois que o Japão conquistou os seringais do sudeste asiático. Nessa época, a Ford decidiu implantar, no Pará, a sua própria produção de borracha, ajudando no esforço de guerra dos EUA. A 12 horas de barco de Santarém, foi construída a vila de Fordlândia, toda com casas em estilo americano, ruas em traçado cartesiano e até mesmo hidrantes nas esquinas. Ao redor da cidade foi estimulada a plantação de milhares de seringueiras. Atualmente, essa cidade se chama Belterra.

Hoje, é chocaante ver que a seringueira, é espécie em extinção. Só se vê campos de soja, arroz e milho, por todos os lados. Às vezes, no meio da plantação, se vê uma castanheira solitária, tentando resistir inutilmente.

No centro da vila encontramos Raimundo Nonato, 42, que quando adolescente chegou a “cortar seringa”, como se chama o processo de extração da borracha. Hoje, Nonato é funcionário público municipal e cuida de algumas dezenas de seringueiras em um parque ao lado da prefeitura. “Aqui foi um dos primeiros seringais de Belterra e já existia quando a Ford chegou”, ele conta. É também um dos poucos restantes.

Apesar de o pequeno boom levado pela Ford ter acabado após a guerra, a produção de borracha continuou garantindo a subsistência da população local. Até o final dos anos 1990. “Depois que os gaúchos chegaram, deitaram todas as árvores e só tem soja”. Para Nonato, até o clima de Belterra mudou. “Hoje faz mais calor e tem mais insetos”, diz. As consequências não param por aí. Ele conta que os agroquímicos despejados no campo causam alergia e diarréia nas crianças.

Quanto aos seringueiros, muitos hoje estão aposentados ou se tornaram funcionários públicos. Outros prestam serviços para os gaúchos. “Isso é desenvolvimento? Só se for pra eles”, questiona Nonato.

Amazônia, amada Amazona
Tu que não tens o seio direito
Mas tens o corpo perfeito
Para AMAR, ALIMENTAR e GUERREAR!
A participação da mulheres no mundo digital está evoluindo gradativamente, que bom!!!afinal de contas não é de hoje que elas têm- D(["mb","\u003cbr\>mostrado seu poder na dominação de algumas artes. O que antes era\n\u003cbr\>considerado exclusivo dos homens, com o passar dos anos as mulheres\u003cbr\>estão buscando seu espaço e conseguindo. É de conhecimento de todos\u003cbr\>que não será um processo a curto prazo, pois, ainda é uma questão\u003cbr\>cultural, e infelizmente isso demora pois, o costume possui um forte\n\u003cbr\>domínio sobre a sociedade.\u003cbr\>Falar de gênero, não é somente falar em igualdade entre homens e\u003cbr\>mulheres, mas igualdade entre todas as pessoas, pois ainda existe um\u003cbr\>preconceito muito grande com o homossexual, com o negro, com o índio\n\u003cbr\>e entre outras classes excluídas da sociedade.\u003cbr\>Esta oficina de Gênero e Tecnologia que está acontecendo em Santarém,\u003cbr\>possui um objetivo enorme que é buscar a integração entre com a\u003cbr\>tecnologia, pois a tecnologia possui um papel fundamental na evolução\n\u003cbr\>das lutas das mulheres, em especial, na construção do seu espaço ao\u003cbr\>lado dos homens. É do conhecimento de todos e todas que ao lado de\u003cbr\>todo grande homem existe uma grande mulher.\u003cbr\>E essas oficinas que estão acontecendo desde o dia 10 até dia 14 de\n\u003cbr\>julho, visam integrar as mulheres e os homens, em especial as\u003cbr\>mulheres, não somente de Santarém , mas da Região Norte, no Mundo do\u003cbr\>Software Livre, pois sabemos que o índice de mulheres trabalhando com\u003cbr\>Software é de: 2% das mulheres trabalham com software livre e 32% de\n\u003cbr\>mulheres trabalham com Software proprietário.\n",0] ); //–> mostrado seu poder na dominação de algumas artes. O que antes era considerado exclusivo dos homens, com o passar dos anos as mulheres estão buscando seu espaço e conseguindo. É de conhecimento de todos que não será um processo a curto prazo, pois, ainda é uma questão cultural, e infelizmente isso demora pois, o costume possui um forte
domínio sobre a sociedade.
Falar de gênero, não é somente falar em igualdade entre homens e mulheres, mas igualdade entre todas as pessoas, pois ainda existe um preconceito muito grande com o homossexual, com o negro, com o índio e entre outras classes excluídas da sociedade.
Esta oficina de Gênero e Tecnologia que está acontecendo em Santarém, possui um objetivo enorme que é buscar a integração entre com a tecnologia, pois a tecnologia possui um papel fundamental na evolução das lutas das mulheres, em especial, na construção do seu espaço ao lado dos homens. É do conhecimento de todos e todas que ao lado de todo grande homem existe uma grande mulher.
E essas oficinas que estão acontecendo desde o dia 10 até dia 14 de julho, visam integrar as mulheres e os homens, em especial as mulheres, não somente de Santarém , mas da Região Norte, no Mundo do Software Livre, pois sabemos que o índice de mulheres trabalhando com Software é de: 2% das mulheres trabalham com software livre e 32% de mulheres trabalham com Software proprietário.

Um pessoal que se destaca aqui nas cidades do Baixo-amazonas, principalmente em Santarém é o do movimento das mulheres. Talvez inspiradas ou incorporadas por suas ancestrais as Icamiabas, a mulhereda da Amazônia sabe o que quer! Isso pode se ver na grande participação da meninas de Santarém nas Oficinas de Conhecimentos Livres do Cultura digital.
Para quem não conhece existem em Santarém um movimento consolidado desde 1990, a Associação das Organizações de Mulheres Trabalhadoras do Baixo - Amazonas que congrega 15 municípios dentre eles Santarém, Óbidos, Oriximiná, Belterra, Monte Alegre, Alenquer, Prainha, etc, ou seja a mulherada tá se articulando em todo lugar.
Seus princípios são: Unir forças para lutar juntas para acaba com a opressão, discriminação e violência contra a mulher, Solidarizar-se com todos os movimentos de classe trabalhadora e dos povos que caminham na perspectiva de uma sociedade livre e igualitária, OU SEJA, então esse movimento tem tudo a ver com nossa oficina. Valeu, Icamiabas, força para todas e todos, pois os todos não são todas mas o todo somos nós e nossas diferenças. Pela verdade, pela beleza e pela bondade.
Gênero e Tecnologia
Mulheres conquistam seu espaço por tecnologias livres.
As mulheres tiveram um papel crucial, mas a maioria das vezes menosprezado para o desenvolvimento tecnológico das sociedades. Para corroborar isso o que seria da humanidade sem os conhecimentos das mulheres acerca da agricultura, da psicologia, da medicina, da ecologia, da astronomia, da informática e de tantas outras ciências! Pôrra, que caralho é esse então de machismo! MAS DO QUE TUDO, SOMOS RESPONSÁVEIS PELA VIDA HUMANA NA TERRA!As mulheres estão cansadas de serem animais domésticos, somos tão selvagens, sensíveis ou racionais quanto os homens, só necessitamos de nosso direito de decidir sobre nossa vida e corpo.
A oficina de Gênero e Tecnologia foi a oportunidade que faltava para que mais meninas se interessem pela informática como forma de visualização das mulheres na História da Humanidade. Meninos não se preocupem nosso posicionamento é de equidade, sabemos que somos melhores, e esperamos que vcs concordem com isso, mas fazemos parte da mesma espécie e precisamos uns dos outros, para lutarmos contra inimigos bem maiores o PRECONCEITO e a DESTRUIÇÃO DE NOSSA CASA (GAIA).


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