O grupo de teatro de Belterra recebeu o nome “Pé do Curupira” durante as viagens de barco para Suruacá. Em busca de um nome relacionado com nosso lugar, a lenda do Curupira se destacou por ele ser o protetor da floresta, e da mesma forma objetivamos proteger nossa cultura através da arte.
No dia 21 de abril, próximo sábado, será a estreia do grupo em Belterra, no Festival do Cupuaçu, com uma peça adaptada para o evento que foi inspirada na obra “Chico Mendes e o Encantado”, de Ana Vitória Vieira Monteiro.
Conheçam agora “CURUPIRAÇU”

Ofina Grupo Pé do Curupira

Texto escrito por Miriam Lane,

PRIMEIRO ATO
APRESENTADOR
Essa história aconteceu na floresta e não é história de pescador.
É de verdade verdadeira, dessas de arrepiar. Quem quiser acreditar, acredita.
Quem quiser duvidar, duvida né? Vou contar.
Na Floresta Nacional do Tapajós, aqui em Belterra, junto ao som dos animais, do rio e igarapés ecoa um grito de um homem. Era o grito do seu Sabiá.

SEU SABIÁ – Curupiraaaaaaaaa, até quando?….. até quando vou andar sem te encontrar?!!!!!!
(Curupira que estava à sombra da samaumeira que ele mesmo viu crescer, pula assustado, pois não é comum o chamarem assim, o grito se repete, mas agora mais perto. Curupira respondeu com um forte assobio e tudo na mata silencia. Até o grito de quem o chamou! )

SEU SABIÁ – Meu caboclinho onde está você? Curupiraaaaa
(Dançando em seus movimentos faz barulho andando com os pés voltados para traz quando quer andar para frente, peludo, assustador, mas seu Sabiá não se assusta não.)

SEU SABIÁ – Eu sei que está aqui, eu sei, vim pedir sua proteção. Na floresta que ando, nem flor tem tempo de crescer. A seringueira morre pequena. A borracha está acabando, mas ainda tem cupuaçu pra vender.

CURUPIRA – Quem é você homem?

SEU SABIÁ – Sou morador de Belterra, fui seringueiro, nasci no Porto Novo, que de novo só tem o nome, porque foi criado no tempo da Companhia Ford há mais de 70 anos, mas quero te perguntar uma coisa. Curupira venha cá. Como isso tudo vai ficar? A floresta vai acabar? Teu reinado tá ameaçado, hein. Todos os dias tem dominó de árvores. Fumaça que vejo no céu e quem reclama disso tudo corre perigo.

CURUPIRA – Corre perigo por que?

SEU SABIÁ – Ora, eu por exemplo discuto com quem agride o meio ambiente e ficam zangados comigo.

CORO – Madeiraaaaaaaaaaaaa
(Curupira se agita e quando sua voz sai tudo silencia)

CURUPIRA – Quem derrubar uma árvore ou matar um bicho sem precisão, vai se perder na mata!! Irão rodar no mesmo lugar e ficarão perdidos!! Quem acaba com a mata, acaba com a própria vida!!

SEU SABIÁ – Tua lei é dura, mas mesmo assim não mudarão.

CURUPIRA – To ouvindo, estou te ouvindo… No meu caminhar, vou olhar tudo, vou ficar atento.

________________________________________
SEGUNDO ATO
APRESENTADOR
O seu Sabiá é um contador de histórias, e muitas histórias contou para as pessoas que ele encontrou.

MENINA – Oi seu Sabiá! Me conte sobre o caboclinho da floresta. Conte uma história que hoje é dia de festa.
SEU SABIÁ – Pois é. Ele existe de verdade. Ainda ontem falei com ele.
MENINA – É? Já viu mesmo o Curupira?
SEU SABIÁ – Já vi sim.
MENINA – Que jeito ele é?
SEU SABIÁ – Verde, verdinho, verdinho, igual uma folha de bananeira.
MENINA – Minha nossa!
SEU SABIÁ – Ta com medo?
MENINA – Fiquei com medo sim.
SEU SABIÁ – Então não conto não.
MENINA – Conta, conta sim. Conta que eu aguento.
SEU SABIÁ – Assim que eu gosto de ver.
MENINA – Conta logo padrinho!
SEU SABIÁ – To falando aqui e olhando ele ali. (aponta para o público)
MENINA – Aonde?
SEU SABIÁ – Ali mesmo, agora correu pra lá. Quando você for maior vai ver, mas pra isso tem que tomar muito suco de cupuaçu!
MENINA – Cupuaçu é bom demais. Mamãe faz suco, doce, misturo com farinha. Se depender da energia do cupu então eu to mais que preparada. Fala logo padrinho. Não enrola.
SEU SABIÁ – Ele é grande, tem pelo, e anda para trás quando quer falar contigo.
MENINA – Já viu o curupira mesmo?
SEU SABIÁ – Já! Já vi sim. Ele vive no meio da floresta. Esta lá para proteger, mas só quem merecer. Sua lei é implacável. Quem derruba árvore ou mata bicho sem comer, ele condena.
MENINA – Hum… Eu já vou. Tenho que caminhar muito pra chegar em casa. Obrigada pela história que me contou!
SEU SABIÁ – Não vá parar querendo cheirar flor, se não Curupira vai te ver distraída e irá se perder na mata.
MENINA – Que nem o padrinho? (pergunta de longe)
SEU SABIÁ – Eu nunca me perdi! Apesar de ficar alucinado com o perfume das flores na floresta. (fica pensativo)
________________________________________
TERCEIRO ATO
(O curupira entra em cena enquanto seu Sabiá observa quieto um cupuaçu)

SEU SABIÁ – É curupira… A floresta continua mudando e o cupuaçu ainda continua cheirando. Todos aqui estão se deliciando com essa fruta.

(O Curupira pega o cupuaçu da mão do seu Sabiá, levanta como um troféu fica girando e depois congela)
CURUPIRA – Cupuaçuuuuuuuuuuu Cupuaçuuuuuuuuuuu

APRESENTADOR – Nossa Belterra tem muitas frutas, podemos fazer muitos festivais. Hoje é a vez do Cupuaçu (mostra a fruta na mão do Curupira), fruta que estrangeiros patentearam, mas foi reconhecida como nossa, como uma legítima fruta brasileira!

CORO – Quem é da floresta, preserva! Quem vive do que tem na floresta, PRESERVA!

CURUPIRA – Curupiraçú!!
- F I M -
Merda ao grupo Pé do Curupira!

O ano de 2012 iniciou cheio de expectativas e projetos  para o Telecentro de Inclusão digital de Belterra, Iniciamos o mês de janeiro com visitas aos demais Telecentro de nossa cidade, e é impressionante como os comunitários, reagem com a chegada da Tecnologia em nossa cidade. A qualidade, da internet, e do uso de  telefonia  movel, e algo acessível a toda a população.nossa volta, foi emocionate.

foliões prestigiando carnaval

Conforme programado o carnaval de Belterra foi só alegria, os brincantes poderam aproveitar ao máximo os três dias de festa.

No dia 19, domingo a abertura oficial deu-se com desfiles dos blocos Coroas de ouro; Porto novo e amigos da folia; A mocréias; No coador é melhor; De olho no periquito e Amigos da terra, finalizando a noitada com show da banda Swing. No dia 20, nem parecia uma segunda- ferira e o intusiasmo só aumentava assim como o número de participantes que se divertiam impussionados pelos blocos da Camisinha; Os piratas; Amigos da onça; Xupa manga; e Os venenosos na folia, a noite foi encerrada ao embalo das bandas Transamérica e Sabor de mel.

A ultima noite de carnal não teve chuva ou falta de energia que impedissem centenas de foliões em fazerem-se presente a rua  principal da cidade onde onde a arquibancada e palco devidamente estavam apostos. O trio elétrico se encarregou da mutidão, fazendo um verdaderiro arrastão para delírio dos carnavalescos; no palco a banda da Arena se encarregou de finalizar o show, missão difícil já que alegria era geral e sem espectativa de fim..

 

 

 

 

O Projeto Bandeira Científica chegou em Belterra no dia 13/12, e logo no dia 14 começaram suas atividades, com atendimentos médicos, odontológicos, psicológicos, fisioterapêuticos e fonoaudiológicos. Além da construção de uma horta comunitária de plantas medicinais. As atividades educativas contam com a ajuda e contribuição da população belterrense, que está doando as mudas de plantas.


Casa Familiar Rural

Nos dias 14 e 15 uma equipe do Projeto esteve na Comunidade do Prata – Km 72 da Br 13, onde está localizada a Casa Familiar Rural, no local foram desenvolvidas várias atividades com cerca de 30 alunos da CFR, como: Oficina de Construção de Fossa Séptica biodigestora; Oficina de Compostagem para produção de adubo orgânico; Oficina de educação financeira e Oficina de produção de sabão.

A finalização da construção da Fossa Séptica, na Casa Familiar Rural.

O Projeto Bandeira Científica foi idealizado no início da década de 1950 por acadêmicos da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FMUSP), sendo consolidado a partir de 1957. Voltada para a educação e a pesquisa de campo na área médica, a Bandeira manteve em vista a atuação dos estudantes (em média 25 por ano) em um contexto diferente daquele visto nos hospitais, por meio do contato com diferentes realidades da população brasileira.
A expedição do Projeto em Belterra têm o apoio da Prefeitura do Município e ficará na cidade até o dia 23 de dezembro.

Um avião da Força Aérea Brasileira(FAB) pousa hoje, 13, as 13:30h, no Aeroporto Wilson Fonseca em Santarém no Pará, conduzindo 170 estudantes da Universidade de São Paulo(USP). O destino do grupo é município de Belterra, onde desenvolverão o Bandeira Científica, projeto da USP que ficará nove dias na cidade, realizando atendimentos de saúde e atividades educativas.

O prefeito de Belterra Geraldo Pastana, a Secretária de saúde Eliselma Macedo e a secretária de Educação Dilma Serrão recepcionarão os integrantes do Bandeira Cientifica no Aeroporto de Santarem. Este projeto é muito importante para nossa cidade, pois o foco é saúde e por isso estamos dando todo a apoio necessário, afirma Geraldo Pastana.

Em Belterra, os profissionais de saúde e os estudantes oferecerão consultas a toda população. Os pacientes já foram selecionados pelos agentes comunitários de saúde e terão prioridade de atendimento.

Já as equipes de Engenharia, Agronomia, Administração e Economia realizarão palestras sobre agricultura familiar, educação financeira, e ensinarão os moradores a construirem fossas ecológicas.

O projeto inicia no dia 14 e fica na cidade até 21 de dezembro.

 

O II Festival de Arte Educação a Cidade CRIA, realizado em Salvador – BA,  ocorreu em novembro, mês simbolizado pelas lutas e conquistas do povo negro.
O Festival A Cidade CRIA Cenários de Cidadania, em parceria com o Vivo Encena. Chega ao Pelô, onde as regiões se refletem na luta política através da arte, junto a outros projetos como Olodum, Axé, Alaíde do Feijão, Mestre Curió e tantos outros.
Alguns grupos foram convidados como o grupo Tapajós – PA, “Beirando o rio, nosso Lugar”, um trabalho coletivo de duas comunidades ribeirinhas de Santarém e Belterra. O exercício cênico inspirado em um texto Bertolt Brecht, “Aquele que sim e aquele que diz não” , dirigido por Roger Muniz e Juliana Balsalobre foi apresentado no Teatro Solar Boa Vista, com um publico significativo que aplaudiu de pé o espetáculo do grupo Tapajós. Uma experiência única a 29 jovens com hábitos e costumes diferentes, agora tendo que habituares-se durante nove dias em Salvador, todas estas foram válidas e não houve um dia que não tenha sido vivenciado com a intensidade que este mereceu. Os laços de amizade com o povo baiano ficaram marcados para sempre na vida de cada um, não existiram detalhes pequenos nesta viagem tudo foi grande e devidamente valorizado como merecia, como por exemplo, o banho de mar, o caminhar nas ruas de pedras construídas pelos escravos, o tocar na estátua de Zumbi e até mesmo degustar do acarajé quase unânime em reprovação pelo grupo.
A partida do grupo Tapajós de Salvador deixará saudades e a certeza de que não foram apenas nove dias de oficinas, contatos e troca de experiências, mas um verdadeiro mergulho no ventre do Brasil.

Uma das inúmeras igrejas – BA

 

A tradicional capueira.

 

O mártire Jumbi.

 

Monica, Naty, Miriam e Karla.

O grupo Tapajós formado por jovens da cidade de Belterra e das comunidades ribeirinhas de Capixauã e Suruacá, município de Santarém, Oeste do Pará, é convidado especial do II Festival de Arte-educação “A Cidade CRIA Cenários de Cidadania”, que começou ontem, dia 11, e termina na quarta-feira, dia 16 de novembro, em vários pontos do Pelourinho e no Solar Boa Vista, na cidade de Salvador(Ba). O grupo se apresenta pela primeira vez na Bahia, promovendo um intercâmbio de fazeres e conhecimentos com artistas, arte-educadores e público local.

 

O intercâmbio foi viabilizado pelo Vivo EnCena, programa cultural da Vivo para as artes cênicas, que é parceiro do Centro de Referência Integral de Adolescentes (CRIA) na realização do festival. “Nosso interesse é aproximar as pessoas, revelar suas grandezas, promover essa troca, esse diálogo, mostrar o quanto é importante transitar entre as fronteiras de linguagens, culturas, regiões e gerações”, enfatiza a diretora de arte do CRIA, Maria Eugênia Milet.

O grupo Tapajós, apresenta a peça “Aquele que diz sim, e Aquele que diz Não – O exercício cênico” e a mostra cultural “Belterra, Capixauã e Suruacá – Beirando o rio, nosso lugar”, hoje, dia 12 de novembro, às 15 horas, no Solar Boa Vista. Na mostra, os participantes, que pela primeira vez se apresentam em um palco de teatro, contarão um pouco sobre suas comunidades nas quais vivem às margens do Rio Tapajós.

O grupo participará de uma oficina com projetos comunitários e do próprio CRIA, resultando no trabalho que será mostrado ao público, às 15h, também no Solar Boa Vista, no dia 15 de novembro.
O grupo estará representado também no seminário “Arte-educação em rodas de conversa”, que acontece no dia 16, encerrando o festival. Juliana Balsalobre e Roger Muniz (Grupo Tapajós/PA) participarão do diálogo sobre teatro comunitário, entre 10h e 12h.

Em uma das etapas em Belém-Pa

O seminário, “Lançamento da Plataforma dos Municípios Periurbanos para a Política Nacional de Desenvolvimento Urbano” realizar-se-à no dia 24 de novembro de 2011, na Câmara Federal em Brasília/DF, a ser realizado pela FASE Programa Amazônia, como parte integrante do projeto Desenvolvimento Integrado na Política Urbana Nacional: um direito dos municípios periurbanos da Amazônia e do Nordeste, desenvolvido pela FASE com apoio da OXFAM e União Européia.
O objetivo do seminário é apresentar aos Parlamentares Federais, a Plataforma das Cidades Periurbanas, resultado de dois anos de estudos e debates regionais e nacionais promovidos pela FASE em parceria com movimentos e organizações da sociedade civil e academias, através dos Observatórios de Políticas Públicas e Movimento Social na Amazônia – COMOVA/UFPA-FASE, das Metrópoles – UFPE-FASE, Fórum Nacional de Reforma Urbana (FNRU), Fórum da Amazônia Oriental (FAOR) e Fórum Nordeste de Reforma Urbana (FNERU).
Este Seminário constitui-se na etapa final do projeto, momento em que serão apresentadas as proposições para que a Política Nacional de Desenvolvimento Urbano inclua em seus princípios, diretrizes, instrumentos e fontes de financiamento o atendimento às especificidades das cidades da Amazônia e do Nordeste.
Em Belterra a pauta tem sido trabalhada em fóruns locais e regionais realizado com a sociedade civil organizada e o governo municipal.

 

Mulheres sendo recepcionadas na praça Brasil.

Belterra Sedia o VIII Congresso da Associação Organizada das Mulheres Trabalhadoras do Baixo Amazonas.
Esteve presente na abertura do evento Vereadoras(os), Secretarárias (os), Prefeito do Municipio e outros convidados.
Delegadas dos municipios de Alenquer, Terra Santa, Oriximiná, Juruti, Almerim, Prainha, Curuá, Monte Alegre, Óbidos, das comunidades do Rio Arapiuns e de Santarém. São mais de 100 mulheres participando do Congresso que tem como tema “Mulher Construindo a Plataforma Feminista na Amazônia”, que terá duração de três dias 06,07 e 08 do mês corrente com várias pautas, tais como:

*Ato público na Praça Brasil;
*Análise da mulher construindo a plataforma feminista na Amazônia;
*Mulher e o desenvolvimento sustentável a partir das novas politicas públicas para a Amazônia;
*Violência doméstica, Ações afirmativas para erradicação;
*Saúde da mulher é um bem que se quer.
Na ocasião será aberto para inscrição de chapas que disputarão e elegerão a nova diretoria com pleito para os anos 2011 e 2014.

Tags: , , , ,

Iniciamos o mês de agosto renovados, novas turmas, salas reformadas, novos(a) monitores(a) capacitados , mais sem dúvida a troca de experiências e algo reconstrutor ao ser humano. e foi isso que a coordenadora do telecentro sede, Taione Silva, juntos aos monitores, se propuseram a realizar visita aos telecentros, durante esse mês de Agosto, em visita as comunidades que integram a rede de Telecentros (Maguari e Piquiatuba). voltamos com novidades e novos desafios, mais sem duvidas muitas outras novidades virão……………………..

maguari

maguari

Taione, Rita e Carpeggiane monitor do telecentro de maguari

« Older entries